ABRANTES: COM O TEJO AOS PÉS E BORBOLETAS NA MÃO

Há tanto para ver em Abrantes que vais querer voltar e nada vai ser como dantes.

Da Pousada de Juventude, localizada numa encosta da cidade, temos uma imagem-postal. Esta, que vês na foto acima, onde o verde se mistura com o azul do céu e do Tejo que banha a cidade.

Malas guardadas, aqui vamos nós, de sapatilhas calçadas, prontos para descobrir um pouco da história da cidade e sentir aquela natureza que nos seduz lá em baixo.

Não descemos para já. Subimos mais um pouco, em direção ao Castelo, para começarmos pelo início, pelas origens de Abrantes, que se perdem entre a história e a lenda.

Em 1148, D. Afonso Henriques conquistou o Castelo aos Mouros. Este Castelo – onde se pode hoje subir à torre de menagem e constatar a sua localização estratégica (com uma belíssima panorâmica de 360 graus) -, foi a semente da cidade (que só viria a ter tal estatuto em 1916), pois uma vez conquistado o território era necessário defendê-lo.

Mais tarde, outros tempos marcariam Abrantes e ficariam inscritos na sua história. Em 1385, por exemplo, por aqui passaram D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, antes de partirem para a Batalha de Aljubarrota.

Depois de uma volta pelos jardins do Castelo, partimos à descoberta do centro histórico, para conhecer alguns pontos de referência, como o Convento de São Domingos, a Igreja de São Vicente, o Outeiro de São Pedro, as Praças Raimundo Soares e Barão da Batalha.

Pelo caminho, vamos admirando os diversos legados de arte urbana deixados aqui e ali por artistas nacionais e internacionais durante um evento de que muitos falam, o ‘180 Creative Camp’ (que se realiza todos os anos em julho, numa parceria com o canal 180).

De vez em quando paramos para apreciar lojas de comércio tradicional que ainda por aqui se encontram, como a Drogaria Nova e a Merceneta.

Na hora de comer, baralham-nos as voltas com tantos pratos típicos na ementa. “Vamos para a carne e provamos o cabrito ou o entrecosto com migas? Hmmm… Aqui é terra de rio”, pensamos. “E se fossemos para o peixe, há arroz de lampreia e açorda de sável?”.

Pelo menos nos doces temos uma sentido quase obrigatório a apontar para a Palha de Abrantes. Bem, também há as tigeladas e as broas de mel e mais uma lampreia, mas desta vez de ovos. De novo, perdidos…

Continuamos a descer e encontramo-nos no famoso “Aquapolis”, um grande espaço de lazer e desporto nas margens do rio Tejo. Que bem se está por aqui, a sentir o cheiro do rio e a vê-lo passar. E como se a natureza não bastasse, há ainda uma escultura de grandes dimensões de Charters de Almeida, uma das “Cidades Imaginadas” que o artista tem plantado em vários pontos do mundo.

Com a noite a cair, espreitamos a agenda cultural a ver o que nos reserva o Cineteatro São Pedro. Depois, se o cansaço não nos trair, ainda podemos ir ao ‘karaoke’ da cervajaria ‘Aquapolis’ ou dançar no ‘Aquaclub Enjot It’.

Amanhã será dia de conhecer os arredores. E provavelmente um dia não vai chegar para tudo o que queremos fazer: visitar a albufeira de Castelo de Bode, dar um salto ao Borboletário Tropical, em Santa Margarida da Coutada (Constância), para caminhar por entre várias borboletas que esvoaçam e, por vezes, pousam na nossa mão.

Também lemos sobre a rota dos 5 castelos (o de Abrantes já está, falta-nos o de Almourol, Ourém, Tomar e Torres Novas) e sobre as magníficas praias fluviais das redondezas. Ok, voltamos no Verão, fica combinado. E aí já o tempo vai estar à maneira para provarmos os famosos gelados artesanais da Gelataria Liz.

“Tudo como dantes, em Abrantes?” Não é verdade, há tanto para conhecer que voltamos em breve e vai ser diferente com certeza.

Pousada de Juventude de Abrantes
Preço por pessoa/noite:
 a partir de €11, com pequeno-almoço incluído.

2018-03-14T11:31:45+00:00

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